quarta-feira, 29 de outubro de 2008
abs,
Luti
1) Explicar a diferença entre o “mercado de hits” e o “mercado de nichos” e como se forma a “Cauda Longa”
2) Citar e explicar as três forças da Cauda Longa.
3) O que é o movimento Pro-Am? Citar exemplos.
4) Cite e descreva as três leis que estão na base da “ciber-cultura-remix”.
5) Explicar e apresentar exemplos do que é interação síncrona e interação assíncrona.
6) O que significa dizer que a internet libera o pólo de emissão, mudando o modelo “um-todos” de comunicação para o modelo “todos-todos”.
7) Explique o que significa dizer que um meio existe enquanto tecnologia e também enquanto forma cultural. Ilustre com o exemplo do rádio ou o da internet.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Mercado de Comunicação no Terceiro Setor
Rodrigo Reis Navarro, voluntário da ONG Fundação Educacional Profeta Elias PR
Rosane Rosa, docente da UFSM
Rachel Casiraghi fala sobre a assessoria de imprensa que atua dentro do Movimento dos Sem Terra, os projetos que os comunicadores carregam nos assentamentos assim como as dificuldades que enfrentam.
O MST, movimento dos sem terra, lutam pela Reforma Agrária, um projeto popular para o Brasil baseado na justiça social e na dignidade humana.
A comunicação no movimento começou antes da existência de assentamentos servindo para a auto organização e divulgação na sociedade.
O MST tem a necessidade de uma comunicação institucional, e por isso desenvolve vários meios de comunicação como jornais, revistas, rádio comunitária (não abrange somente o assentamento mas também a comunidade em sua volta), e um dos meios mais usados o chamado “Rádio Poste” que é um meio de comunicação interna, informativo.
O movimento durante sua trajetória teve poucos comunicadores sociais graduados, sendo os próprios assentados que faziam a comunicação. Hoje quem cuida dessa parte são pessoas formadas para isso, quem cuida das redações dos jornais e revistas são jornalistas pagos para isso. Com o tempo foram realizados projetos como oficinas de rádio para a capacitação de assentados que hoje trabalham nas rádios locais.
Existem diferenças do MST para com a mídia convencional que só mostra em seus meios de comunicação as invasões de terras e suas ações mais radicais, deixando de lado, segundo os assentados, todo um contexto social e organizacional que poderia também ser mostrados do movimento.
O movimento carrega não só o ideal de luta mas também uma diferente forma de organização social, existindo escolas itinerantes onde há professores de fora e de base, onde tem a educação para jovens e o EJA também, para os adultos. Nessas escolas o currículo é diferenciado, não são dadas apenas as diciplinas convencionais, mas também outras que ensinam as crianças a lidar no campo com novas técnicas, já na disciplina de história eles aprendem também a história do movimento. Agora o movimento passou a utilizar um novo meio de comunicação, que são os vídeos, feitos por pessoas do próprio assentamento com o objetivo de possibilitar o MST a colocar a sua versão da história na mídia.
O jornal tem sua repercussão mais “boca a boca” ou agregados a outros jornais, mas são poucos os jornais que aceitam circular o jornal do movimento e mesmo assim a repercussão não é muito grande, ela alegou que o jornal é deixado de lado na banca.
O movimento também desenvolveu uma página na internet, mas com esta nem sempre se consegue divulgar as informações para o público que realmente se deseja (os assentados), já que se tem uma visão restrita.
Rodrigo Reis Navarro fala da Fundação Educacional Meninos e Meninas de Rua Profeta Elias - Meninos de 4 Pinheiros, que é uma ONG, sem fins lucrativos, com a finalidade de dar assistência e educação integral às crianças e adolescentes que vivem nas ruas. Lá estão instalados oitenta meninos que viviam nas ruas do Paraná e até do Rio Grande do Sul, na faixa etária de sete a dezoito anos. Depois que ultrapassam a idade limite são enviados para uma república onde estão instalados sete garotos e destes cinco já fazem faculdade, nesta republica não há data limite para saída.
O trabalho começou na década de 80, em uma favela que hoje é um bairro de Curitiba. A chácara possui cinco casas, laboratório de informática e atendimento médico e odontológico que é ampliado também para os municípios vizinhos. Lá são realizadas inúmeras atividades como educação pelo trabalho, atividades pedagógicas, esportes, acompanhamento psicológico e familiar, agricultura, criação de animais, lazer e cultura. E pode se dizer que o marco do sucesso da organização foi a mobilização de jornalistas para a divulgação do trabalho.
Outro sucesso foi a elaboração de uma marca para a chácara, Menino de quatro Pinheiros, fez parte de um projeto, utilizado na conclusão de curso, desenvolvido por alunos da PUC de Porto Alegre que visava promover a chácara. Foi com essa marca que eles conseguiram parceiros internacionais que os ajudam.
O papel da comunicação na rede de proteção da infância e adolescência é articular de forma organizada as ações dos demais integrantes, divulgar resultados positivos, apresentar demandas, denunciar abusos.
Podemos dizer que o comunicador são os olhos da sociedade logo eles se tornam importantíssimos em trabalhos como movimentos sociais e ONGs. Para que mostrem resultados os projetos devem ser motivados e a divulgação é um meio de mostrar e tentar motivar a sociedade para estas causas sociais.
Aos comunicadores fica o dever de sempre procurar saber mais sobre a instituição que se esta divulgando para que não haja desavenças entre os públicos e a consciência da importância de se engajar em projetos e movimentos de inclusão social.
Gabriela Viero, Samira Valduga e Vanessa Guterres
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
PANC
Uma forma de divulgar os trabalhos realizados pelos alunos, o PANC é um incentivo para os acadêmicos, que tem a oportunidade de expor e ver os resultados de seus esforços.
Eis os nomes dos vencedores em cada categoria:
Jornalismo
Reportagem telejornalística
Guris bons de bola, de Lais Prestes Bozzetto
Reportagem impressa
Biocombustíveis – alternativa viável para a demanda energética, de Sarah Quines
Entrevista radiojornalística
Entrevista com a presidenta do Riograndense Norma Rolim, de Anderson Carpes
Movimento estudantil, fundações e UNB: conversa com Cristovam Buarque, de Manuela Ilha Silva
Reportagem radiojornalística
Dia do goleiro, de Anderson Carpes
Publicidade e Propaganda
Campanha
Feira do livro de SM 2008 - 150 anos de historia na ponta da língua da boca do monte, de Maurício Martini
Peça Gráfica
Semana de Publicidade da Facos, de Damaris Strassburger
Produção em radio spot 30’’
Gaúcho sem medo de agulha, de João Arthur Homrich
Fotografia Publicitária
Seqüencialidade, de Iuri Garcia Lopes
Produção web em Publicidade e Propaganda
CCR - Paisagismo e floricultura, de Adriano de Carvalho Lima
Videotape
EPA, de Leandro Ayres Peres
Relações Públicas
Planejamento
Planejamento Anual – Assessoria de relações públicas do Restaurante Universitário da UFSM , de Shelli da Silva
Organização de eventos
Chuveiro é o Hall, de Ivory Junior
Assessoria de Comunicação
Relatório de Atividades da Assessoria de Comunicação integrada do CCR, de Solange Prediger
Comunicação integrada
Crônica
É perfeito ser imperfeito, de Emilio Brenner Jardim
Pesquisa de Opinião Pública
Restaurante Universitário: uma organização eficiente?, de Jones Machado
Documentário
Maio de 69 – 40 anos depois, de Leonardo Meira
Jornal da Saúde, de Cícero Pilar
Website
Paisagismo e Floricultura, de Adriano Lima
Por Angélica Caceres Manfio e Bianca Riet Villanova
Produção Cultural em Santa Maria
Ana Lucia formou-se em Relações Públicas na UFSM, em 1997. Logo depois foi trabalhar na Cida Produções Culturais, onde segundo Ana, aprendeu muito com a prática. Em seguida, trabalhou como Relações Públicas do Theatro Treze de Maio. Hoje Ana é a sócia-diretora da OPSs! A OPSs! desenvolve alguns projetos na área infantil, como esse ano desenvolveu o espetáculo A Cinderela. Atua fortemente no mercado cultural de Santa Maria.
Rose Carneiro formou-se em Relações Públicas pela UFSM, em 2000. Após desenvolver um trabalho sobre formatação de projetos, Rose foi convidada a entrar para o marketing cultural, então também foi trabalhar na Cida. Após sair da Cida trabalhou com a área de projetos culturais da Ulbra. Hoje, Rose é dona da Chili Produções Culturais. Um dos projetos desenvolvidos pela Chili esse ano foi o Calendário Sesc Centenário, que foi feito com fotos dos pontos turísticos de Santa Maria, porém, vistos de um ângulo diferente. A Chili trabalha muito com a LIC – Lei de Incentivo a Cultura – municipal, na qual os empresários que participam podem ter abatimento no imposto de renda, que varia de acordo com a categoria na qual querem se encaixar, que pode ser: doação, incentivo, investimento e patrocínio. Rose relatou que com a LIC falta consciência de que a cultura é importante, já que os empresários apenas contribuem porque terão gasto zero, já que abaterão do imposto de renda.
Todos os palestrantes concordaram que é necessário que haja uma profissionalização na área do marketing cultural, porque muitas vezes a falta de profissionalização acarreta em problemas que fazem com que as pessoas desacreditem da cultura, porém o marketing cultural, se bem utilizado pode trazer muitos retornos.
Foi nos dado como exemplo, o projeto Escolinha da Gabi, em que crianças de escolas públicas vão até o Theatro Treze de Maio para um dia cultural. Eles assistem a peças de teatro, musicais, participam de brincadeiras. Para Rose, o projeto Escolinha da Gabi representa o futuro, já que estão incentivando as crianças a apreciar a cultura.
Achamos que essa palestra foi muito interessante, já que mostrou-nos a importância da cultura para o desenvolvimento das sociedades e das políticas públicas, como bem diz o tema da semana acadêmica.
“A cultura não é um substituto para a vida, mas a chave para ela.” Mallock.
Gabriela Assmann, Jana Gonçalves, Bárbara Lang. – Relações Públicas.
No vestiário do Jornalismo Esportivo
Diversos temas foram abordados durante o encontro. O tema internet foi amplamente debatido, tal a sua relevância. Dentre os focos relacionados, o domínio que os profissionais devem adquirir da linguagem digital, a importância de um jornalista multimídia no mercado de trabalho e o grande futuro que a internet proporciona ao profissional, com a divulgação de escalações, transmissões esportivas e resultados de jogos.
Um assunto também discutido foi o preconceito que os jornalistas esportivos sofrem dos jornalistas de outras áreas. Considerados "escanteados" desde a Academia por escolherem esse caminho no exercício da profissão, os jornalistas que se formam e seguem nesse "campo" orgulham-se de seu trabalho e de sua atuação. E não se sentem "dando um migué". Muito pelo contrário. Suas atribuições são muitas e difíceis. Muitos dos jornalistas de outros setores não têm o mínimo conhecimento sobre esportes e/ou nunca praticaram corretamente nenhum na época da escola, e, por isso, tornam-se recalcados, que só sabem reclamar e discutir assuntos que pouco interessam à população.
domingo, 19 de outubro de 2008
"Telejornando" com Cristiane Finger

A quinta-feira, penúltimo dia da Secom 2008, foi animada pelo poderoso alto-astral de Cristiane Finger, editora regional do SBT, âncora do SBT Rio Grande e coordenadora do curso de Jornalismo da PUC/RS.
A jornalista conversou, como ela mesma disse, com seus "amigos" congressistas. Cristiane falou sobre realidade do telejornalismo no Brasil e de que forma ele renasceu na emissora onde trabalha atualmente.
Durante quase duas horas de palestra, contou sobre suas experiências acadêmicas e profissionais, além de citar projetos que pretende colocar em prática no futuro. Muito bem humorada, ela re latou como funciona a sua rotina e como concilia o meio acadêmico e o mercado de trabalho. Finger acredita em pessoas que fazem jornalismo porque gostam e lutam por esse propósito, com a missão de construir um produto crível para o público alvo.
Ao final da palestra, ela abriu um espaço de debate para que pudessem ser tiradas dúvidas remanescentes e para falar mais sobre a experiência na profissão. Quando ocorreu o término, muitos dos participantes foram conversar mais perto com a palestrante, a qual ficou interessada sobre o curso da UFSM, além de participar de um bate-papo bem descontraído com os alunos.
Acredito que esse momento foi indispensável para a minha formação como acadêmica de jornalismo. É de extrema importância esse contato com pessoas que já passaram pela situação de alunos e que hoje constroem uma boa carreira profissional. Quero ter a oportunidade de participar, no futuro, de mais outras semanas acadêmicas e de poder estar próxima de pessoas que me oportunizem novos conhecimentos, para que eu possa tamém realizar um bom trabalho.
Acadêmica: Mariana Cervi Soares
sábado, 18 de outubro de 2008
Vida e morte da imagem

avançar até os primeiros degrau, procurar
uma luz para se reconhecer no meio de
trevas de tal modo antigas que a carne humilhada
acabou por se habituar a elas".
Memória.
Sensibilidade.
Desconstrução.
Ângulos.
O enquadramento do olhar e o instrumento mediador.
Partículas da realidade a se fixarem em imagem.
Vida e morte entrelaçadas.
Da evanescencia à eternidade, os contrários se instauram, num ágil e meticuloso jogo de captura.
Há na fotografia uma potencia viva e irresistível, pois com a fotografia não nos é mais permitido conceber a imagem ausente do ato que a faz ser. Uma fotografia não é apenas o produto de uma imagem, resultado de uma técnica e de uma capacidade de saber fazer e, como diria Dubois “uma representação de papel que se olha simplesmente em sua clausura de objeto infinito”.
De mero dispositivo mecânico, por vezes distraidamente acionado, à intuição e sensibilidade artística, o que é a fotografia? O espelho, transformação e traço da realidade ou um símbolo? Testemunho, documento ou alegoria? Inventário iconográfico da existência? Sem o desejo de encontrar uma saída pragmática para o labirinto de tantas outras indagações latentes, Barthes oferece-nos a ponta do fio de Ariadne, ao afirmar que o que a fotografia reproduz ao infinito só ocorreu uma única vez ao repetir, mecanicamente, o que nunca mais vai existir existencialmente. E o filósofo prossegue: “Nela o acontecimento jamais se ultrapassa rumo a outra coisa: ela sempre remete ao corpus de que precisa o corpo que estou vendo; ela é o Particular absoluto, a Contingência soberana (...), a Oportunidade, o Encontro, o Real em sua expressão infatigável”.
As imagens, e por conseqüência a fotografia, de forma contrária à palavra, são perceptivelmente acessíveis a todos, em todas as línguas, independente de competências e aprendizados prévios. E o fotojornalismo, na era digital, integra todos os andares da Torre de Babel: do Vaticano à Meca; de New York a Pequim; do pampa rio-grandense a Dubai. Contudo, uma vez que o olhar se desvia da imagem imprensa em papel – ou da tela do computador – resta ter acesso aos olhares interiores que estão prescritos em cada projeção visível, somente possível por meio da linguagem e da tradução simbólica.
A partir do momento em que a imagem fotográfica pretende ultrapassar o seu referente, eternizá-lo, congelá-lo na representação e, consecutivamente substituir, tal como um traço detido, sua ausência inelutável, a imagem é destituída daquilo que configurava a sua pureza indicial. Perde, assim, a sua conexão temporal. O fragmento oriundo da capturação mecânica torna-se parcialmente autônomo e, ao abri-se para a iconização, anuncia a sua morte. A fixação iconizante assinala o princípio do trabalho de morte da representação ao “mumificar” a imagem.
Jeferson Bottega e Laura Fabrício nos apresentaram, sob múltiplos enfoques, a gênese do processo imagístico de vida e morte. Não somente da fotografia jornalística como produto final e acabado, mas dos instrumentos de captura de imagens, de suas funções no decorrer da história, indissociável aos fatos que conjeturam as mais diversas experiências humanas. E das novas tendências mercadológicas no mundo da comunicação, a anunciarem desconstruções e reconstruções, seguindo a sempre válida premissa de que somente as ruínas são eternas.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Último painel da SECOM trouxe “New Media” como tema
rigues
Na noite de quinta-feira o painel “Internet. Old Media, New Media... e agora?” encerrou o ciclo de palestras da 33ª Semana da Comunicação. Adriano Brandão, coordenador de produto do portal RPC falou sobre o lugar que a internet está ocupando na mídia.
Segundo os dados apresentados por Brandão, 21% da população mundial tem acesso à internet. Pode parecer pouco, mas isto equivale a 1,4 bilhões de micros em todo o mundo. Ele destacou a velocidade com que os meios de comunicação se desenvolveram até tornarem-se populares: o rádio levou 37 anos, a televisão 15 e a internet apenas três anos.
No Brasil, 26% da população têm acesso a computadores, o que corresponde a 50 milhões de internautas, colocando o país no 6º lugar do ranking dos que mais acessa a internet (54% destes acessos são feitos de lugares públicos, como lan houses, 30% em casa e 19% no trabalho). Cada brasileiro passa, em média, quase 25 horas por mês ao computador; a maioria pertence às classes C e D.
Adriano lembrou que a internet surgiu na década de 60, como instrumento de comunicação militar, e que apenas na década de noventa começou a entrar no modelo que conhecemos atualmente, servindo, primeiro, como ferramenta de troca de informações através do hiperlink nas academias universitárias, não sendo considerada [ainda] integrante da mídia. A popularização da internet se deve ao interesse de explorar comercialmente o novo espaço que surgira. Torna-se mídia quando são lançados os primeiros jornais na web.
A Old Media é uma espécie de comunicação dominada pela barreira tecnológica e econômica da difusão – que no jornal, compreendem a dominação pelos aspectos de impressão e distribuição – e a New Media, que se tornou meio de comunicação de massa, é mais aberta, apresentando-se como um lugar onde é possível publicar de forma simples e barata. Adriano comenta que na rede mundial “todos os conteúdos concorrem de forma igual; teoricamente não há sites melhor distribuído que o outro”.
Para os consumidores da New Media só interessam os conteúdos de valor agregado, como reality shows, games exclusivos, campeonatos esportivos, opinião e análise, humor e dramaturgia originais.
O coordenador de produto ainda passou por diversos conceitos como a “teoria da cauda longa”; marcando a importância e vez dos nichos e afirmando que nessa configuração a soma dos itens de menor distribuição é maior que a soma dos de maior distribuição.
Como a New Media mudou a audiência, um novo desafio surgiu: chamar a atenção dos espectadores. Uma parte da resposta está na criação de conteúdos relevantes, com informação útil e interessante. Daí surge os memes (Tapa na Pantera e o vídeo da nutricionista Ruth Lemos gaguejando numa entrevista) e os virais (Biro Biro em uma campanha de refrigerante e os mosquitos da dengue imitando o flagra de Cicarelli na praia). Os primeiros correspondem a conteúdos interessantes e únicos que se espalham ‘por nada’ e os últimos a campanhas que tentam promover algo de forma camuflada; a outra está na relação com o público, que deve ser pessoal e estar baseada principalmente no ouvir e responder apropriadamente.
Acesse aqui os vídeos citados por Adriano Brandão.
Tapa na Pantera: http://br.youtube.com/watch?v=6rMloiFmSbw
Ruth Lemos e o sanduíche-íche: http://br.youtube.com/watch?v=pmn-dbBpglU
Biro Biro: http://br.youtube.com/watch?v=fx5ByxxUUkU
Mosquito "Cicarelli": http://br.youtube.com/watch?v=vIFrYK20AG0
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
CURTINDO OS CURTAS

Nesta quinta-feira, dia 16 de outubro, durante a 33 Semana Acadêmica de Comunicação da UFSM, ocorreu a apresentação de curtas santa-marienses. Durante as três horas, foram
apresentadas sete produções. O evento ocorreu no “Teatro Caixa Preta”, do Centro de Artes e
Letras da UFSM. Após a exibição de cada curta, os responsáveis presentes relataram suas
experiências durante as produções.
O primeiro curta foi “Oi, Tudo Bom?” de acadêmicos de Desenho Industrial da UFSM. “Oi, tudo bom?” conta a história de um homem incapaz de parar de cumprimentar as pessoas.
O segundo foi o curta “09:17” de acadêmicos do mesmo curso. “09:17” foi produzido em stopmotion, técnica que utiliza fotos em seqüência.
A TV Ovo participou do evento ao apresentar o vídeo “Hardcore Tio Bilia”. A TV Ovo é uma produtora independente que ensina técnicas audiovisuais em comunidades da cidade.
“Mentirosa II”, de acadêmicos de Engenharia, foi exibido a seguir. Esse é uma montagem de vídeos com pessoas dançando ao ritmo da música “Mentirosa”. Para ser feito, os produtores
contaram com a contribuição de vídeos vindos de vários lugares - de Santa Maria a
Amsterdam.
O auge da manhã foi com a exibição do curta “O Maníaco Alternativo” de acadêmicos do curso de Jornalismo da UFSM. A saga de um assassino em série foi o resultado de exaustivas quatro horas de produção.
O penúltimo curta foi a produção de acadêmicos de Jornalismo da UNIFRA “Sempre às Quartas”. Uma homenagem à poesia do amor em mais de vinte minutos recheados de romantismo puro e fluido.
E, por último, o documentário-reportagem “Breve Venezuela” relata os dois meses em que
três acadêmicos de Jornalismo da UFSM moraram em Caracas, capital da Venezuela, em busca
de informações sobre a mídia e o governo de Hugo Chávez.
As Relações Públicas no contexto da Comunicação Empresarial

Jornalismo em Foco
Através da interatividade, uma nova relação entre emissor e receptor estabeleceu-se. As novas tecnologias possibilitam que os indivíduos desenvolvam diversas formas de informar-se e manifestar-se – seja dando sua opinião sobre o que ouviu, leu ou viu, ou mesmo sugerindo pautas e temas para discussão. Mesmo que esse “feedback” seja ainda pequeno, essa alteração causa pequenas quebras na unilateralidade no processo de comunicação.
A fotografia pode ser comparada com a poesia, como foi exposto por um membro da platéia, uma vez que ambas as formas carregam subjetividade e, por isso, precisam de uma interpretação. Os comentários dos estudantes limitaram-se mais a este caráter sensível da fotografia e não exatamente aos dilemas éticos e profissionais que o exercício dela acarreta. A própria palavra fotografia deriva das palavras gregas fós, que significa luz, e grafis, que significa estilo, ou no sentido amplo “desenhar com luz”. Falou-se muito também da necessidade de fuga da fotografia senso-comum, o que exige do fotógrafo criatividade, perspicácia e um olhar sensível para fatos e notícias.
Através do que foi exposto podemos concluir primeiramente que é necessário uma nova postura frente às alternativas do mercado. Utilizar uma “lente” multidirecional pra captar as transições pelas quais o mundo e a comunicação de mundo passa é fundamental. Sem maiores histerias, preocupações e crises profissionais: o négocio mesmo é encontrar espaço nessa nova mídia através de um constante aprimoramento profissional e uma sábia utilização dos inúmeros recursos tecnológicos a que temos acesso.
Mercado de Comunicação no 3° setor
Foi mostrado nesta palestra um vídeo a respeito da chácara de Quatro Pinheiros, sobre a qual Rodrigo Reis Navarro contou sobre suas experiências e como ela funcionava.
A chácara atende adolescentes (meninos) de 7 a 18 anos. É uma instituição de acolhimento e educação integral, com o objetivo dee promover a autonomia e a cidadania.
Durante a palestra, além do vídeo, Navarro fez uma comparação entre o setor empresarial e o 3° setor. Segundo ele, o setor empresarial visaria o lucro, o agrado aos acionistas, a competitividade, assim como estaria baseado na lei da vantagem sobre concorrentes, clientes, funcionários, fornecedores, meio ambiente, governo. Já o 3° setor visaria as parcerias com fornecedores, concorrentes, governo, mídia, etc. Seus clientes seriam os meninos e seus funcionários, os voluntários.
Enfim, por que a comunicação (Relações Públicas) nas ONGs? O papel da Comunicação na rede de proteção à infância e a adolescência seria articular de forma organizada as ações, divulgar os resultados positivos, apresentar as demandas e denunciar os abusos.
Essa palestra pôde nos mostrar um outro parâmetro dentro das Relações Públicas. Estamos muito focalizados em comunicação organizacional, em âmbitos capitalistas e esquecemos deste segmento tão importante para nós, RRPP.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Jornalismo em Áreas de Conflito
(Luiz Antonio Araújo)
Hoje, 14 de outubro de 2008, terça-feira, acompanhamos a palestra, cujo tema foi ‘‘Jornalismo em áreas de conflito’’, na qual os ex-alunos da UFSM e atuais editores políticos Iara Lemos e Luiz Antonio Araújo, dos jornais Diário de Santa Maria e Zero Hora, respectivamente, discorreram sobre suas experiências profissionais acerca do assunto, mediados por Rondon de Castro, veterano de guerra e docente da UFSM.
Abaixo, diálogos fictícios (e um tanto bizarros), para recontarmos o que nos contaram.
Luiz - Olá, sou Luiz Araújo!
Nós - Oi Luuuiz! Fale-nos sobre sua vida.
Luiz - Fui o terceiro presidente do DACOM em 1985. Mas o que eu quero contar para vocês é uma das experiências mais marcantes na minha vida até hoje. Estive no Paquistão em 2001, cobrindo a iminente guerra entre Estados Unidos e Afeganistão. Cheguei no dia 8 de outubro pela manhã e à noite iniciaram-se os ataques. Fiquei o tempo todo no Paquistão pois as fronteiras afegãs estavam bloqueadas. Tive a oportunidade de entrar com contrabandistas no país em conflito por 2500 dólares. Porém, as orientações de prezar pela minha vida para que a matéria fosse feita me levaram a não aceitar a proposta. Embora limitado pelas barreiras militares presenciei muitas coisas que, de outra forma, nunca teria visto, como as vítimas de mísseis.
Iara – Oiii! Senta, que lá vem a história!
Nós – Óóóóóó! Sobre o quê?
Iara – Sobre a minha estadia de 12 dias no Haiti, um país em conflito que o Exército Brasileiro está ocupando. Como não fui a primeira a ir tive que buscar uma pauta alternativa. [Alguém da platéia grita: Toca Raul!]. Então resolvi abordar o trabalho que as religiosas gaúchas realizam no país. Enfrentei várias dificuldades, desde ir até a cidade Jérémie (falta de estradas) até ter água e comida. Embora a língua oficial seja o francês, a população fala o Crioulo, que é a prova da rebeldia pelos anos que foram submetidos à França como colônia. Como a minha temática visava ilustrar as conseqüências e não o conflito em si, pude abordar o lado sócio-cultural do país. Um dos episódios mais chocantes foi a visita ao presídio de Porto Príncipe, em que encontrei crianças, assassinos, presos políticos, juntos e nus.
Voltando à seriedade do assunto, queremos ressaltar como nossa imprensa é vista fora daqui. Temos mais acessibilidade por sermos considerados neutros politicamente, e assim, ficamos isentos de pressão ou censura. Em circunstâncias de trabalho, a simpatia de outros povos por motivos de ídolos esportivos e afins, está a nosso favor, livrando-nos de hostilidades. Diferenciamo-nos da Europa e Estados Unidos, que são donos de maior número e qualidade em coberturas de guerra. Pelo fato de o Brasil não se envolver diretamente nas disputas, estas são tão relevantes ao público brasileiro quanto curiosidades locais.
Indagados sobre as motivações para realizar um trabalho tão arriscado, Luiz Araújo ressaltou que ao contrário do estereótipo romântico esse tipo de missão não tem relação com o espírito aventureiro e turístico. É uma cobertura como qualquer outra.
Iara complementou que experiências desse gênero não estão associadas à liberdade, ao contrário, fica-se a mercê de doenças, seqüestros, acidentes.
Apesar dos pesares apresentados, a palestra foi-nos enriquecedora. Um dia, talvez, passemos pela mesma experiência compartilhada hoje.
Acadêmicos de guerra: Caren Rhoden, Lara Niederauer e Tiago Miotto
Nossa proposta
Boa Leitura!
Luciana Mielniczuk