sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Último painel da SECOM trouxe “New Media” como tema

Por Cristiano Magrini Rodrigues
Na noite de quinta-feira o painel “Internet. Old Media, New Media... e agora?” encerrou o ciclo de palestras da 33ª Semana da Comunicação. Adriano Brandão, coordenador de produto do portal RPC falou sobre o lugar que a internet está ocupando na mídia.

Segundo os dados apresentados por Brandão, 21% da população mundial tem acesso à internet. Pode parecer pouco, mas isto equivale a 1,4 bilhões de micros em todo o mundo. Ele destacou a velocidade com que os meios de comunicação se desenvolveram até tornarem-se populares: o rádio levou 37 anos, a televisão 15 e a internet apenas três anos.

No Brasil, 26% da população têm acesso a computadores, o que corresponde a 50 milhões de internautas, colocando o país no 6º lugar do ranking dos que mais acessa a internet (54% destes acessos são feitos de lugares públicos, como lan houses, 30% em casa e 19% no trabalho). Cada brasileiro passa, em média, quase 25 horas por mês ao computador; a maioria pertence às classes C e D.

Adriano lembrou que a internet surgiu na década de 60, como instrumento de comunicação militar, e que apenas na década de noventa começou a entrar no modelo que conhecemos atualmente, servindo, primeiro, como ferramenta de troca de informações através do hiperlink nas academias universitárias, não sendo considerada [ainda] integrante da mídia. A popularização da internet se deve ao interesse de explorar comercialmente o novo espaço que surgira. Torna-se mídia quando são lançados os primeiros jornais na web.

A Old Media é uma espécie de comunicação dominada pela barreira tecnológica e econômica da difusão – que no jornal, compreendem a dominação pelos aspectos de impressão e distribuição – e a New Media, que se tornou meio de comunicação de massa, é mais aberta, apresentando-se como um lugar onde é possível publicar de forma simples e barata. Adriano comenta que na rede mundial “todos os conteúdos concorrem de forma igual; teoricamente não há sites melhor distribuído que o outro”.

Para os consumidores da New Media só interessam os conteúdos de valor agregado, como reality shows, games exclusivos, campeonatos esportivos, opinião e análise, humor e dramaturgia originais.

O coordenador de produto ainda passou por diversos conceitos como a “teoria da cauda longa”; marcando a importância e vez dos nichos e afirmando que nessa configuração a soma dos itens de menor distribuição é maior que a soma dos de maior distribuição.

Como a New Media mudou a audiência, um novo desafio surgiu: chamar a atenção dos espectadores. Uma parte da resposta está na criação de conteúdos relevantes, com informação útil e interessante. Daí surge os memes (Tapa na Pantera e o vídeo da nutricionista Ruth Lemos gaguejando numa entrevista) e os virais (Biro Biro em uma campanha de refrigerante e os mosquitos da dengue imitando o flagra de Cicarelli na praia). Os primeiros correspondem a conteúdos interessantes e únicos que se espalham ‘por nada’ e os últimos a campanhas que tentam promover algo de forma camuflada; a outra está na relação com o público, que deve ser pessoal e estar baseada principalmente no ouvir e responder apropriadamente.

Acesse aqui os vídeos citados por Adriano Brandão.

Tapa na Pantera: http://br.youtube.com/watch?v=6rMloiFmSbw

Ruth Lemos e o sanduíche-íche: http://br.youtube.com/watch?v=pmn-dbBpglU

Biro Biro: http://br.youtube.com/watch?v=fx5ByxxUUkU

Mosquito "Cicarelli": http://br.youtube.com/watch?v=vIFrYK20AG0


Nas fotografias temos, no topo, rotativas de alguma gráfica e, por último, o centro de dados da Google.

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